6/11. LED: Funcionamento, Tipos, Parâmetros e Como Escolher o Componente Ideal (Guia Técnico Completo)
- Laís E. Chaves

- 10 de dez. de 2025
- 11 min de leitura
Introdução
Bem-vindo ao sexto post da nossa série didática sobre componentes eletrônicos! Depois de entender resistores, capacitores, indutores e diodos, chegou a hora de falar de um dos componentes mais presentes no dia a dia: o LED — o diodo emissor de luz que vai desde o LEDzinho da placa até iluminação pública e aplicações médicas avançadas.
O LED é um componente semicondutor capaz de converter energia elétrica diretamente em luz, com alta eficiência, longa vida útil e enorme variedade de cores, formatos e potências. Ele está em tudo: indicadores em placas eletrônicas, displays, backlights, iluminação automotiva, sinalização industrial, telas de alta definição e até fibras ópticas.
Neste guia ultra completo, vamos conectar física de semicondutores, parâmetros elétricos, fotometria e aplicações industriais reais, para você sair sabendo escolher, dimensionar, proteger e aplicar LEDs de forma profissional.

💡 TL;DR — Resumo rápido
O LED (Light-Emitting Diode) é um diodo semicondutor que emite luz quando polarizado diretamente. A cor e a tensão direta (Vf) são determinadas pelo material semicondutor e pela energia de gap da junção. Em comparação às lâmpadas tradicionais, LEDs oferecem alta eficiência, longa vida útil e grande robustez mecânica.
Na prática, o uso correto exige:
Controle de corrente (não de tensão);
Escolha adequada de Vf, If, potência, cor e fluxo luminoso;
Cuidados com dissipação térmica e ESD;
Seleção criteriosa entre LEDs de baixa potência, alta potência, SMD, COB, IR, UV, RGB e endereçáveis.
❓ Resposta direta (featured snippet)
O que é um LED e para que serve? Um LED (Light-Emitting Diode) é um diodo semicondutor que emite luz quando atravessado por uma corrente elétrica no sentido direto. Ele é usado como indicador luminoso, fonte de iluminação, emissor infravermelho, laser semicondutor, ou fonte de luz específica em aplicações como automação industrial, comunicações ópticas, iluminação automotiva, dispositivos médicos e eletrônica de consumo. LEDs se destacam pela alta eficiência energética, longa vida útil e compactação, substituindo tecnologias antigas como lâmpadas incandescentes e fluorescentes em grande parte das aplicações modernas.
⚙️ Como o LED funciona — a física por trás da luz
Junção semicondutora e emissão de fótons
Assim como o diodo comum, o LED é baseado em uma junção p–n. A diferença é que o material e a estrutura são projetados para que a recombinação elétron–lacuna gere fótons com eficiência:
Região P: rica em lacunas (portadores positivos);
Região N: rica em elétrons;
Na junção, há uma região de depleção, com campo elétrico interno.
Quando polarizamos o LED diretamente (ânodo positivo em relação ao cátodo):
Elétrons da região N são injetados na região P;
Lacunas da região P são injetadas na região N;
Elétron + lacuna se recombinam;
A energia dessa recombinação é emitida como fóton (luz), cujo comprimento de onda depende da energia de gap (Eg) do material.
De forma simplificada:
Maior Eg → fóton mais energético → comprimento de onda menor → cor mais “azulada” (UV/azul)Menor Eg → fóton menos energético → comprimento de onda maior → cor mais “avermelhada” (vermelho/IR)

Tensão direta e cor do LED
A tensão direta (Vf) de um LED típico está diretamente ligada ao material semicondutor e à cor:
Vermelho / Âmbar: ~1,8 a 2,2 V
Verde antigo (GaP): ~2,0 a 2,4 V
Verde “true green” / Azul / Branco (GaN/InGaN): ~2,7 a 3,5 V
UV: pode chegar a ~3,5 a 4,5 V ou mais, dependendo da tecnologia
Ou seja: LED branco com Vf ≈ 3 V não é “mais duro” à toa — ele quase sempre é baseado em materiais de gap mais alto e/ou LED azul com fósforo.
LED branco: emissão + fósforo
Na maioria das aplicações de iluminação, o LED branco não é um semicondutor que emite branco diretamente. O mais comum é:
Um LED azul (em ~450–470 nm);
Coberto por uma camada de fósforo, que converte parte da luz azul em amarelo/vermelho;
A soma espectral gera uma luz que o olho percebe como “branca”.
O índice de reprodução de cor (CRI) e o CCT (temperatura de cor) dependem da composição do fósforo:
2700–3000 K → branco quente;
4000–4500 K → neutro;
5000–6500 K → branco frio (tendendo ao azulado).
🔍 Tipos de LEDs e suas aplicações práticas

Agora vamos organizar os LEDs por função, construção e faixa de potência, com uma pegada voltada à prática de engenharia e testes.
1. LEDs indicadores (baixa potência)
Função: Indicar estados lógicos, presença de tensão, status de máquina, etc.
Correntes típicas: 1 a 20 mA;
Potência muito baixa;
Encapsulamentos THT (3 mm, 5 mm) e SMD (como 0603, 0805, 1206);
Cores: vermelho, verde, amarelo, azul, branco, bicolor, tricolor.
Aplicações:
Painéis de IHM;
Indicadores em placas eletrônicas;
Sinalização de status (ON/OFF, erro, comunicação, etc.).
2. LEDs de alta potência (power LED)
Função: Iluminação ou aplicações que exigem fluxo luminoso significativo.
Correntes típicas: 350 mA, 700 mA, 1 A ou mais;
Encapsulamentos com base metálica ou cerâmica (Star, COB, arrays);
Alta densidade de potência → necessidade crítica de dissipação térmica.
Aplicações:
Iluminação pública e industrial;
Projetores, spots, refletores;
Faróis automotivos;
Iluminação de máquinas, inspeção visual e visão computacional.
3. LEDs SMD e tiras de LED
SMD (Surface-Mount Device)
Encapsulamentos comuns: 2835, 3014, 3528, 5050, 5630, 5730;
Podem ser LEDs simples ou RGB;
Permitem alta integração em placas e módulos compactos.
Tiras de LED (strips)
Segmentos de LEDs SMD montados em fita flexível;
Alimentação típica em 5 V, 12 V ou 24 V;
Pode haver controle simples (ligar/desligar) ou avançado (endereçáveis, RGB, efeitos).
Aplicações:
Backlight de displays;
Iluminação decorativa e arquitetural;
Iluminação interna de painéis e interfaces.
4. LEDs COB (Chip-on-Board)
COB (Chip-on-Board): diversos chips de LED montados diretamente em um substrato comum, formando uma “mancha” de luz uniforme.
Alta densidade de potência;
Boa uniformidade luminosa;
Exigem driver constante de corrente e cuidado térmico.
Aplicações:
Refletores de alta potência;
Spots profissionais;
Iluminação industrial e comercial.
5. LEDs IR e UV
LED Infravermelho (IR)
Emissão em comprimentos de onda típicos como 850 nm, 940 nm;
Invisíveis ou quase invisíveis ao olho humano, mas detectáveis por sensores.
Aplicações:
Controle remoto;
Barreiras ópticas e sensores de presença;
Sistemas de visão noturna e CFTV;
Comunicação óptica de curta distância.
LED Ultravioleta (UV)
Faixas UVA, UVB, UVC, dependendo do material;
Podem ser invisíveis, mas com efeitos físicos relevantes (cura de polímeros, esterilização).
Aplicações:
Cura de resinas e adesivos;
Esterilização e desinfecção (UVC);
Sensores e instrumentação fotônica.
⚠️ Importante: LEDs UV, principalmente UVC, exigem cuidados de segurança (proteção ocular e de pele).
6. LEDs RGB e RGBW
São LEDs com 3 ou 4 chips internos (vermelho, verde, azul, e opcionalmente branco), permitindo mistura de cores.
Controlados via PWM por canal;
Permitem geração de praticamente qualquer cor visível.
Aplicações:
Iluminação cênica e arquitetural;
Displays e painéis;
Sinalização avançada.
7. LEDs endereçáveis (ex.: WS2812, SK6812)
Integram LED RGB + driver digital em um único encapsulamento.
Comunicação em série (geralmente via protocolo proprietário com temporização específica);
Cada LED tem memória interna de cor e brilho;
Permitem efeitos complexos com apenas uma linha de dados.
Aplicações:
Painéis de LED;
Efeitos visuais programáveis;
Interfaces modernas em produtos de consumo e equipamentos industriais.
📊 Parâmetros que realmente importam na prática
Na hora de especificar um LED profissionalmente, não basta olhar “cor e tamanho”. Vamos listar os parâmetros essenciais que devem constar no seu checklist de projeto.
Principais parâmetros elétricos
Vf — Tensão direta (Forward Voltage)
Depende da cor e da corrente de teste;
Usada para calcular o resistor limitador ou a queda no driver de corrente.
If — Corrente direta (Forward Current)
Corrente nominal (tipicamente 10–20 mA em LEDs indicadores; centenas de mA em power LEDs);
Corrente máxima contínua e de pico (pulsada).
Pmax — Potência máxima
Pmax ≈ Vf × If (mais perdas térmicas associadas);
Determina se o LED precisa de dissipador.
IR — Corrente reversa
Normalmente muito baixa (μA);
LED não é feito para operar reversamente.
Parâmetros ópticos
Fluxo luminoso (Φv) — em lúmens (lm)
Quantidade total de luz emitida;
Quanto maior, mais “brilho” (para uma dada eficiência).
Intensidade luminosa (Iv) — em candela (cd)
Lúmens por unidade de ângulo sólido (lm/sr);
Fortemente ligada ao ângulo de abertura.
Ângulo de abertura (θ)
Define se o LED é “spot” (feixe estreito) ou “flood” (feixe aberto);
Influencia diretamente a distribuição de luz no cenário.
Comprimento de onda (λp ou λd)
LED monocromático: define a cor exata (ex.: 525 nm, 630 nm);
Importante em aplicações de sensoriamento, comunicação e visão computacional.
CCT (Correlate Color Temperature) e CRI (Color Rendering Index)
Mais relevantes em LEDs brancos para iluminação;
CCT define “tom” (quente, neutro, frio);
CRI indica quão fielmente as cores são reproduzidas.
Parâmetros térmicos
RθJA — Resistência térmica junção–ambiente
RθJC — Resistência térmica junção–case
Eles dizem quão fácil (ou difícil) é dissipar o calor do chip para o ambiente. Em power LEDs, isso é crítico para:
Proteger o LED contra sobretemperatura;
Garantir vida útil longa;
Manter fluxo luminoso estável ao longo do tempo.
Regra de ouro: LED não gosta de calor. Quanto mais quente, menor a vida útil e maior a degradação do fluxo luminoso.
🧮 Como dimensionar um LED na prática
Exemplo 1 — LED indicador simples com resistor
Você quer ligar um LED vermelho (Vf ≈ 2,0 V) em 12 V, com 10 mA.
Tensão no resistor:Vr = 12 V – 2 V = 10 V
Corrente desejada:I = 10 mA = 0,01 A
Resistor:R = Vr / I = 10 / 0,01 = 1000 Ω → 1 kΩ
Potência no resistor:P = Vr × I = 10 × 0,01 = 0,1 W → use ¼ W por segurança.
Exemplo 2 — Múltiplos LEDs em série
3 LEDs brancos (Vf ≈ 3 V) em série, alimentados em 12 V, com 20 mA:
Vf_total = 3 × 3 = 9 V;
Vr = 12 – 9 = 3 V;
R = 3 / 0,02 = 150 Ω;
P_res = 3 × 0,02 = 0,06 W → resistor de ¼ W é suficiente.
Driver de corrente constante
Para módulos de alta potência, o ideal é utilizar drivers de corrente constante:
Mantêm corrente estável mesmo com variações na tensão de alimentação ou na temperatura;
Reduzem risco de sobrecorrente;
Aumentam confiabilidade em aplicações industriais e automotivas.
✅ Checklist: Como escolher o LED certo para o seu projeto
Quando você estiver projetando um equipamento, use esse checklist como guia:
Função principal:
Indicador, iluminação, sensoriamento, comunicação, estética?
Cor / comprimento de onda / CCT:
Vermelho, verde, azul, branco quente, branco frio, IR, UV?
Fluxo luminoso necessário:
Lúmens totais ou intensidade em uma área específica?
Topologia elétrica:
Arduino/MCU com resistor?
Driver dedicado de corrente constante?
LEDs em série, paralelo ou série-paralelo?
Tensão e corrente de alimentação:
3,3 V, 5 V, 12 V, 24 V, outra?
Encapsulamento e montagem:
THT ou SMD?
LED discreto, COB, strip, módulo?
Ambiente de operação:
Temperatura, vibração, exposição a intempéries (IP65, IP67, etc.)?
Aplicação automotiva, industrial, médica?
Requisitos de confiabilidade:
Vida útil (L70) esperada;
Resistência à ESD;
Certificações (automotivo, médico, etc.).
Dissipação térmica:
Necessidade de dissipador ou heat-sink?
Layout da PCB prevendo vias térmicas e planos de cobre?
Custo e disponibilidade:
LED comum x LED automotivo x LED especializado;
Fornecedores confiáveis e consistência de lote.
🧩 Perguntas e Respostas (FAQ técnico sobre LEDs)
1. Preciso sempre usar resistor com LED?
Na maioria dos casos, sim, especialmente em circuitos simples com fonte de tensão fixa. O LED é um dispositivo controlado por corrente — sem resistor ou driver adequado, a corrente pode subir demais e queimar o componente. Em sistemas com drivers de corrente constante, o resistor limitador pode não ser necessário, pois o próprio driver controla a corrente.
2. Posso ligar LEDs em paralelo?
É possível, mas não é recomendado ligar LEDs diretamente em paralelo sem algum tipo de equalização, porque:
Pequenas diferenças em Vf entre LEDs causam desbalance de corrente;
Um LED pode receber mais corrente que o outro e falhar prematuramente.
Se precisar de paralelismo:
Prefira strings em série com corrente comum;
Ou use resistores individuais por LED.
3. Por que o LED perde brilho com o tempo?
Isso está ligado à degradação do chip e do fósforo, normalmente causada por:
Operação em temperatura elevada;
Sobrecorrente;
Ciclos térmicos intensos;
Materiais de encapsulamento.
Fabricantes especificam frequentemente a vida útil em termos de L70 (tempo até o fluxo cair para 70% do valor inicial).
4. Qual a diferença entre LED “comum” e LED automotivo?
LEDs automotivos são projetados para:
Suportar ampla faixa de tensão e transientes (rede 12 V com picos);
Resistir a temperatura mais alta e vibração;
Atender normas específicas de segurança e homologação.
Em geral, eles exigem drivers mais robustos, proteção contra transientes e testes mais rigorosos.
5. Posso usar LED como sensor?
Sim — LEDs podem funcionar de forma limitada como fotodiodos, respondendo à luz em um espectro próximo ao que emitem. Porém, para aplicações de sensoriamento precisas (como recepção de IR, codificação óptica, instrumentação), é recomendável usar fotodiodos, fototransistores ou sensores dedicados, projetados para essa função.
📚 Aplicações industriais reais dos LEDs
Conectando com o mundo da indústria, testes e automação, alguns cenários típicos:
Automação industrial:
Indicadores de status em painéis, IHMs e CLPs;
Torres de sinalização (stack lights) com LEDs de alta visibilidade;
Iluminação de área de testes e estações de inspeção visual.
Automotivo:
Faróis, DRL, lanternas, luz de freio, iluminação interna;
Indicadores de painel;
Sistemas de visão noturna (IR) e sensores.
Dispositivos médicos:
LEDs de alta pureza espectral para fototerapia;
Sinalização de estados críticos em equipamentos;
Iluminação de alta uniformidade em instrumentos.
Segurança eletrônica e visão computacional:
Iluminação IR para câmeras CFTV;
Backlights de leitores de código de barras;
Iluminação de alto CRI para inspeção de placas e solda.
Eletroeletrônico e IoT:
Indicadores de conexão, carga, falha;
Interfaces de usuário mais intuitivas;
Feedback visual em sensores, gateways e dispositivos conectados.
Em todos esses contextos, testes funcionais automatizados (tanto em placas quanto em produtos finais) verificam:
Acionamento correto dos LEDs;
Intensidade dentro de faixa aceitável;
Cor adequada (em produtos com requisitos de cor);
Comportamento sob diferentes condições elétricas e de temperatura.
🔗 Continue sua jornada na Série de Componentes Eletrônicos
Esta postagem é o Post 6/11 – LED da nossa série sobre componentes eletrônicos. Se você chegou até aqui, vale a pena visitar os demais:
Post 6: LED — (você está aqui!)
Post 7: Transistor (em breve)
Post 8: Relé (em breve)
Post 9: Circuito Integrado (em breve)
Post 10: Potenciômetro (em breve)
Post 11: Sensor (em breve)
🚀 Conclusão
O LED é muito mais do que um “diodo que acende”. Ele é:
Um dispositivo semicondutor avançado, cuja cor e eficiência dependem diretamente da física do material;
Uma ferramenta versátil de engenharia, que vai de indicadores simples a sistemas fotônicos complexos;
Um componente que exige projeto responsável: controle de corrente, gestão térmica e testes bem definidos.
Dominar LEDs significa:
Projetar circuitos mais eficientes, confiáveis e duráveis;
Criar interfaces e sistemas com melhor usabilidade e percepção de qualidade;
Aproveitar melhor os recursos da eletrônica moderna em setores como automação industrial, automotivo, médico e segurança eletrônica.
Se você atua com desenvolvimento de hardware, testes, automação ou integração de sistemas, entender LEDs em profundidade ajuda a reduzir falhas, melhorar a experiência do usuário e elevar o nível técnico dos seus projetos.
Saiba mais em: https://www.engenhariahibrida.com.br/
Referências
ALL ABOUT CIRCUITS. LEDs and Light-Emitting Diodes. Disponível em: https://www.allaboutcircuits.com/textbook/semiconductors/chpt-3/light-emitting-diodes-leds/. Acesso em: 17 out. 2025.
IEEE XPLORE DIGITAL LIBRARY. Artigos científicos sobre eficiência, confiabilidade e física de operação de LEDs de potência, incluindo análise de fluxo luminoso, degradação térmica e modelagem de semicondutores. Disponível em: https://ieeexplore.ieee.org/. Acesso em: 17 out. 2025.
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SCIENTIFIC ARTICLES — ScienceDirect. Estudos sobre emissão fotônica, recombinação radiativa, eficiência quântica e comportamento térmico em LEDs. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/. Acesso em: 17 out. 2025.



