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Conheça os diferentes tipos de Inteligência Artificial

  • Foto do escritor: Laís E. Chaves
    Laís E. Chaves
  • 13 de jan. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 16 de jan.

Segundo Arend Hintze, professor na Michigan State University, podemos classificar a IA em quatro tipos, começando com os sistemas inteligentes específicos de tarefas em amplo uso hoje em dia e avançando para sistemas sencientes, que ainda não existem.


Confira as diferentes categorias:


Os diferentes tipos de Inteligência Artificial.
Os diferentes tipos de Inteligência Artificial.

Entendendo melhor a classificação dos tipos de Inteligência Artificial


A classificação apresentada pelo professor Arend Hintze é uma das mais utilizadas no meio acadêmico porque organiza a Inteligência Artificial não pelo que ela faz hoje, mas pelo nível de capacidade cognitiva que pode atingir.


Essa visão ajuda a separar claramente:


  • o que já existe e é usado na indústria,

  • o que está em desenvolvimento,

  • e o que ainda pertence ao campo da pesquisa teórica.


A seguir, aprofundamos cada uma dessas categorias.


1️⃣ Máquinas Reativas — IA sem memória


As máquinas reativas representam a forma mais simples de Inteligência Artificial. Elas não possuem memória, não aprendem com experiências passadas e não criam modelos internos do mundo.


Seu funcionamento é baseado em:


  • regras pré-definidas,

  • análise do estado atual,

  • resposta imediata.


Características principais:


  • Não armazenam histórico.

  • Não melhoram com o tempo.

  • Executam tarefas específicas com alta confiabilidade.


Exemplo clássico:


O Deep Blue, da IBM, que venceu Garry Kasparov no xadrez, analisava milhões de jogadas possíveis, mas não aprendia partidas anteriores.


Onde são usadas hoje:


  • Sistemas de automação simples

  • Algoritmos de decisão determinística

  • Testes eletrônicos baseados em regras fixas

  • Controle industrial com lógica rígida


2️⃣ Máquinas com Memória Limitada — IA prática do mundo real


Essa é a categoria mais comum atualmente e onde se enquadra praticamente toda a IA usada na indústria.


Esses sistemas:


  • utilizam dados históricos recentes,

  • aprendem padrões,

  • ajustam decisões com base em experiências passadas.


Características principais:


  • Aprendizado supervisionado ou por reforço

  • Uso de grandes volumes de dados

  • Capacidade de generalização limitada ao contexto treinado


Exemplos reais:


  • Sistemas de recomendação

  • Reconhecimento facial

  • Veículos autônomos

  • Inspeção visual por IA

  • Testes eletrônicos com análise comparativa (golden sample, curvas características, históricos)


Na indústria:


Em ambientes industriais, essa IA é usada para:


  • identificar falhas recorrentes,

  • otimizar processos de teste,

  • reduzir falsos positivos,

  • aumentar repetibilidade e rastreabilidade.


3️⃣ Teoria da Mente — IA com compreensão social (em pesquisa)


A Teoria da Mente, na psicologia, é a capacidade de compreender que outros agentes possuem:


  • intenções,

  • emoções,

  • crenças,

  • objetivos próprios.


Aplicada à IA, essa categoria busca criar sistemas capazes de:


  • interpretar estados emocionais,

  • prever comportamentos humanos,

  • adaptar respostas com empatia e contexto social.


Estado atual:


⚠️ Ainda não existe na prática.


Atualmente, há apenas:


  • pesquisas acadêmicas,

  • protótipos experimentais,

  • simulações controladas.


Aplicações futuras possíveis:


  • robôs colaborativos avançados

  • assistentes pessoais com compreensão emocional real

  • interação homem-máquina mais natural


4️⃣ Autoconsciência — IA consciente (teórica)


A IA autoconsciente seria capaz de:


  • reconhecer a própria existência,

  • compreender seu estado interno,

  • ter consciência de si mesma.


Esse tipo de sistema:


  • não existe hoje,

  • é objeto de debates filosóficos, éticos e científicos,

  • envolve questões profundas sobre consciência, identidade e responsabilidade.


Importante destacar:


Nenhuma IA atual:


  • “sabe que existe”,

  • possui consciência,

  • tem vontade própria.


Modelos avançados apenas simulam respostas inteligentes, com base em dados e probabilidades.


Por que essa classificação é importante?


Entender esses níveis ajuda a:


  • evitar exageros e mitos sobre IA,

  • tomar decisões técnicas mais realistas,

  • aplicar IA de forma responsável na indústria,

  • diferenciar marketing de capacidade real.


Na prática industrial, trabalhamos quase exclusivamente com IA de memória limitada, aplicada para:


  • automação de testes,

  • análise de dados,

  • otimização de processos,

  • rastreabilidade e qualidade.


IA na prática industrial: menos ficção, mais engenharia


Na Engenharia Híbrida, o uso de IA está focado em:


  • resolver problemas reais,

  • reduzir erros humanos,

  • transformar testes em processos previsíveis e rastreáveis.


Isso significa:


  • nada de “consciência artificial”,

  • nada de decisões obscuras,

  • tudo baseado em dados, regras, histórico e engenharia.


Conclusão


A Inteligência Artificial não é uma coisa única, nem mágica. Ela é composta por níveis bem definidos de capacidade, cada um com aplicações, limites e maturidade tecnológica diferentes.


Compreender essas categorias é essencial para:


  • usar IA de forma estratégica,

  • evitar expectativas irreais,

  • extrair valor real da tecnologia.


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